sábado, maio 23, 2009

Veja, minha cara, a força e a beleza que o desespero tem. É com ele que o mundo se muda e se faz belo, não há inteligência sem o não. Há, claro, a esperança, o gozo, há o extase das coisas belas. Mas se sentir mal, amiga, é direito e dever. A negatividade não se combate, não se alivia, ela se sente, experimentamos toda a força do inconformismo. Tenho raiva, e muita. Essa raiva, esse rancor profundo das coisas não vai embora. Reprimida, essa criança volta com força e não resisto - só ama quem odeia. Só acredita que não há lugar para a dor quem fecha os olhos e acha que tudo vai bem.

2 comentários:

Dani disse...

Sem o conhecer, o conheço e encontro aqui a expressão da alma através de um belo texto, como já previa, mon cher...
As pessoas não são colocadas na nossa vida por acaso e às vezes de forma diferenciada e intempestiva, aprendemos com os opostos que tanto se assemelham...
O amor,a sede de viver, o gozo, tão intensos quanto a raiva, o incorformismo e a indiferença, que também doem muito - no coração de quem a recebe-e que gera talvez uma raiva ainda mais intensa e profunda, nos aproximam em seus extremos.
Sentir amor, dar atenção e valor ao belo, à vida e às pessoas que estão à nossa volta- se não somos compreendidos- pode ser tão ou mais dolorido quanto o ódio que também não se deixa reprimir...
Pela escrita com uma linguagem que só a alma entende, talvez possamos nos fazer compreender ...
Conte comigo, mon cher, um ser que também sente amor e ódio, mas que precisa saber que é necessário...
Não gosto do obtuso, do vago, do tantas vezes não dito...
Do amargor que sente a alma com a impossibilidade de tocar uma outra tão querida e importante...
Com amor e ódio, sei que nem tudo vai bem...mas sigo com toda a intensidade e fragilidade, que talvez você não perceba, mas é tentativa de força, para não morrer...como a fênix, renascida das cinzas...

Beijos !
;*

Dani disse...

* não liga pros erros de concordãncia,rs ;-*