segunda-feira, janeiro 12, 2009

Ver o ônibus
que passa
é celebrar sua morte.

Levar o garfo
à boca
é celebrá-la.

Retirar
do seu cabo
um jasmim
cheirá-lo,
e jogá-lo,
é celebrá-la.

Pensar que
a angústia
das noites
vai
durar
sempre
é celebrá-la.

Deixar
no sofá
em que dormia
a mancha de macarrão,
pai,
não é esquecer-te,

é celebrar-te.

2 comentários:

Cristina Casagrande disse...

Que lindo!

Daniela Rodrigues Badra disse...

Polo, ce n´est qu´aujourd´hui que j´ai lu ce texte et je vois exactement ce que tu veux dire, je comprends très bien ce que tu sens et ton texte pénètre mon âme...
je ne peux que célébrer le fait d´avoir pu avoir un père comme le mien pendant un temps qui malheureusement n´existe plus !
;-/